Reconhecida por valores conservadores, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) lançou neste mês um edital polêmico para o concurso de oficial de saúde. As regras da seleção não permitem, por exemplo, a participação de pessoas com “transtorno de identidade sexual”. A restrição aparece no Anexo 2 do documento que estabelece as doenças que impedem o candidato de concorrer a uma vaga. Publicado em 9 de maio, o texto, segundo a corporação, está amparado na Classificação Internacional de Doenças (CID 10). Mas especialistas ouvidos pelo Correio defendem que a prática é discriminatória.
A presidente da Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Maria Berenice Dias, classifica a restrição da PM como “preconceituosa, homofóbica, perversa e inconstitucional”. Ela explica que o transtorno só é mantido no CID 10 para que o Sistema Único de Saúde (SUS) proporcione gratuitamente o processo de resignação sexual de travestis e transexuais. “Isso já foi amplamente debatido. Se não for pelo SUS, a rede pública não tem como atender essas pessoas, promovendo a adequação de sua identidade. Se não for assim, vão conseguir isso como?”, questionou.
Edital para a seleção de oficial de saúde proíbe a participação de candidatos com transtorno de identidade sexual. Diante da polêmica, o comando da corporação promete retirar o item das normas.
Fonte: Correio Braziliense
quinta-feira, 24 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Lei de Identidade de Gênero aprovada na Argentina
Nova legislação permite a qualquer pessoa trocar de nome e gênero em documentos
BUENOS AIRES — O Congresso argentino, que em 2009 aprovou o casamento gay, deu sinal verde a uma iniciativa que põe o país na vanguarda da igualdade de direitos. A chamada Lei de Identidade de Gênero permitirá que qualquer pessoa — sem necessidade de tratamentos médicos, cirurgias ou perícias psiquiátricas — modifique gênero e nome nos documentos, por meio de um simples trâmite administrativo. Além disso, a legislação facilita a mudança de sexo, obrigando hospitais públicos a realizarem essas operações.
A nova lei, aprovada na noite de anteontem, teve amplo apoio no Senado. De 72 senadores, 55 votaram a favor. Para ativistas de organizações sociais argentinas e internacionais, o país passou à vanguarda na luta pelos direitos à diversidade sexual.
— Em 37 dos 47 países do Conselho da Europa é permitida a mudança de gênero, mas, também são exigidas condições prévias, entre elas a esterilização — explicou ao GLOBO o codiretor da Ação Global pela Igualdade de Gênero (Gate), Mauro Cabral.
Muitos países europeus, disse Cabral, também pedem exames médicos, outro tipo de cirurgias e até mesmo o divórcio. Segundo ele, “o mais importante da nova lei argentina é que ela permite o reconhecimento da identidade de gênero sem que a pessoa tenha de pagar por esse direito renunciando a outro”.
— Muitas nações condicionam a troca de gênero a cirurgias para a retirada de órgãos sexuais — afirmou Cabral.
Estado ajudará menores a contestarem vontade dos pais
Algumas legislações são consideradas mais progressistas do que outras. No entanto, em todos os casos elas estabelecem uma série de obrigatoriedades para a alteração de gênero. Na Espanha, é preciso tratamento hormonal. No Uruguai, são realizadas avaliações médicas. Outros países, como África do Sul, Bélgica, Holanda, Colômbia e Turquia também permitem a modificação de gênero. No entanto, em todos os casos, a pessoa que decide dar este passo deve atravessar um difícil processo legal.
Agora na Argentina será necessário apenas ir a um cartório e pedir a mudança de gênero. Se a pessoa for menor de idade, deverá estar acompanhada pela mãe, pai ou tutor. Caso a família não esteja de acordo com sua decisão, o menor contará com a ajuda de um advogado designado pelo Estado argentino.
— Esta lei representa uma mudança histórica: a diversidade sexual passou a ser um direito humano — enfatizou Martin Canevaro, coordenador do programa de diversidade sexual do Instituto Nacional contra a Discriminação, Xenofobia e Racismo.
Mesmo em casos de pessoas que não queiram modificar seus documentos, a lei defende o “direito a um tratamento digno”. Ou seja, quem optar por assumir um gênero diferente deverá ser tratado como tal e chamado pelo nome escolhido.
O documento aprovado pelo Senado prevê, ainda, que os hospitais públicos e planos de saúde deverão cobrir cirurgias e tratamentos hormonais destinados a mudar o corpo do paciente. Os médicos, explica Canevaro, terão que se especializar.
A nova lei foi comemorada por mais de mil pessoas na porta do Congresso. Agora, disseram representantes de associações locais, uma das metas é a realização de um censo nacional para determinar quantos travestis e transexuais vivem no país.
— Esta lei deixa claro que não somos doentes mentais nem sofremos qualquer tipo de patologia — comentou Diana Sacayan, do Movimento Antidiscriminatório de Liberação.
Há um ano, ela iniciou um processo na Justiça para modificar seu gênero, mas continuava esperando uma resposta.
— Antes eram necessários controles médicos e procedimentos muito desgastantes para uma pessoa — disse.
Nos últimos anos, cerca de 60 pessoas passaram pelos tribunais para solicitar a alteração de gênero e nome no documento. Alguns casos são famosos, como o da atriz Flor de la V, que deixou oficialmente de chamar-se Roberto Carlos.
Fonte: O Globo
BUENOS AIRES — O Congresso argentino, que em 2009 aprovou o casamento gay, deu sinal verde a uma iniciativa que põe o país na vanguarda da igualdade de direitos. A chamada Lei de Identidade de Gênero permitirá que qualquer pessoa — sem necessidade de tratamentos médicos, cirurgias ou perícias psiquiátricas — modifique gênero e nome nos documentos, por meio de um simples trâmite administrativo. Além disso, a legislação facilita a mudança de sexo, obrigando hospitais públicos a realizarem essas operações.
A nova lei, aprovada na noite de anteontem, teve amplo apoio no Senado. De 72 senadores, 55 votaram a favor. Para ativistas de organizações sociais argentinas e internacionais, o país passou à vanguarda na luta pelos direitos à diversidade sexual.
— Em 37 dos 47 países do Conselho da Europa é permitida a mudança de gênero, mas, também são exigidas condições prévias, entre elas a esterilização — explicou ao GLOBO o codiretor da Ação Global pela Igualdade de Gênero (Gate), Mauro Cabral.
Muitos países europeus, disse Cabral, também pedem exames médicos, outro tipo de cirurgias e até mesmo o divórcio. Segundo ele, “o mais importante da nova lei argentina é que ela permite o reconhecimento da identidade de gênero sem que a pessoa tenha de pagar por esse direito renunciando a outro”.
— Muitas nações condicionam a troca de gênero a cirurgias para a retirada de órgãos sexuais — afirmou Cabral.
Estado ajudará menores a contestarem vontade dos pais
Algumas legislações são consideradas mais progressistas do que outras. No entanto, em todos os casos elas estabelecem uma série de obrigatoriedades para a alteração de gênero. Na Espanha, é preciso tratamento hormonal. No Uruguai, são realizadas avaliações médicas. Outros países, como África do Sul, Bélgica, Holanda, Colômbia e Turquia também permitem a modificação de gênero. No entanto, em todos os casos, a pessoa que decide dar este passo deve atravessar um difícil processo legal.
Agora na Argentina será necessário apenas ir a um cartório e pedir a mudança de gênero. Se a pessoa for menor de idade, deverá estar acompanhada pela mãe, pai ou tutor. Caso a família não esteja de acordo com sua decisão, o menor contará com a ajuda de um advogado designado pelo Estado argentino.
— Esta lei representa uma mudança histórica: a diversidade sexual passou a ser um direito humano — enfatizou Martin Canevaro, coordenador do programa de diversidade sexual do Instituto Nacional contra a Discriminação, Xenofobia e Racismo.
Mesmo em casos de pessoas que não queiram modificar seus documentos, a lei defende o “direito a um tratamento digno”. Ou seja, quem optar por assumir um gênero diferente deverá ser tratado como tal e chamado pelo nome escolhido.
O documento aprovado pelo Senado prevê, ainda, que os hospitais públicos e planos de saúde deverão cobrir cirurgias e tratamentos hormonais destinados a mudar o corpo do paciente. Os médicos, explica Canevaro, terão que se especializar.
A nova lei foi comemorada por mais de mil pessoas na porta do Congresso. Agora, disseram representantes de associações locais, uma das metas é a realização de um censo nacional para determinar quantos travestis e transexuais vivem no país.
— Esta lei deixa claro que não somos doentes mentais nem sofremos qualquer tipo de patologia — comentou Diana Sacayan, do Movimento Antidiscriminatório de Liberação.
Há um ano, ela iniciou um processo na Justiça para modificar seu gênero, mas continuava esperando uma resposta.
— Antes eram necessários controles médicos e procedimentos muito desgastantes para uma pessoa — disse.
Nos últimos anos, cerca de 60 pessoas passaram pelos tribunais para solicitar a alteração de gênero e nome no documento. Alguns casos são famosos, como o da atriz Flor de la V, que deixou oficialmente de chamar-se Roberto Carlos.
Fonte: O Globo
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Sou Trans, sou possível e sou contemporâneo.
Os homens e mulheres trans, como os alimentos transgênicos,
nascem nos laboratórios, nas misteriosas combinações genéticas do DNA, nos
hormônios sintetizados e na criação de próteses cada vez mais perfeitas e funcionais.
Os trans são possíveis no mundo novo graças as novas tecnologias, no mais alto
escalão da técnica e da ciência médica contemporânea. São provas vivas de que
na complexidade da civilização as idiossincrasias, ou seja, as individualidades
e individualizações dos múltiplos modos de ser atingiram o ápice de uma cultura
que é capaz sim, que pode sim, dominar a transmutar a natureza, objetivando
atender nossa espécie (homo sapiens) em seu objetivo mais legítimo: atingir a
conquista da felicidade!
domingo, 6 de maio de 2012
Homens trans no 7º Encontro Regional de Travestis e Transexuais do Sudeste
A Universidade Federal de Minas Gerais será palco do 7º Encontro de Travestis e Transexuais da Região Sudeste, que ocorrerá entre os dias 06 e 09 de Maio de 2012. O evento – organizado pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (Nuh/UFMG) em conjunto com o Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade de Colatina (GOLD-Colatina/ES) e com o Núcleo Trans do Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual (CELLOS-Trans) – dará continuidade aos debates pelo respeito à diversidade de identidade de gênero, tendo como pauta o tema "Gêneros, sexualidades e conhecimentos nas políticas públicas de saúde e educação". Articulando temas como educação, saúde, segurança pública e direitos humanos, o Encontro em 2012 busca contribuir para o desenvolvimento dos grupos nele envolvidos e promover a inserção da temática LGBT no espaço acadêmico e, especialmente, junto aos órgãos do poder público.
Homens trans marcaram presença em número de dez (nem todos estão nas fotos) e o escritor João W. Nery fez a palestra magna da abertura do evento.
Fonte: blog do 7º Encontro de Travestis e Transexuais da Região Sudeste
Homens trans marcaram presença em número de dez (nem todos estão nas fotos) e o escritor João W. Nery fez a palestra magna da abertura do evento.
Fonte: blog do 7º Encontro de Travestis e Transexuais da Região Sudeste
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Lista de locais que oferecem atendimento a transexuais no SUS refeita
Lista do FTM Brasil de locais que oferecem serviço de atendimento a transexuais no SUS refeita.
http://www.ftmbrasil.org/p/sugestoes-de-clinicas-e-profissionais.html
Não incluímos os serviços incipientes da Paraíba e Bahia porque não temos informações como endereço e telefone. Quem quiser pode sugerir ou informar para incluirmos, retirar ou modificar dados.
http://www.ftmbrasil.org/p/sugestoes-de-clinicas-e-profissionais.html
Não incluímos os serviços incipientes da Paraíba e Bahia porque não temos informações como endereço e telefone. Quem quiser pode sugerir ou informar para incluirmos, retirar ou modificar dados.
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